Séries d'O BULE

Malagueta, d’O BULE

Com o “simples” intuito de trazer à tona e debatê-las sem pudor e papas questões pertinentes à literatura, seja os novos caminhos da produção do livro, o seu preço, o seu acesso ou a (re)alocação do escritor na sociedade, além de muitas outras questões que foram tratadas com amenidade crítica ou que nem tratadas foram por aqueles que detêm o suposto poder de mudança dos caminhos do livro e do mercado, Malagueta visa questionar e manter exposto a constantes análises o mundo literário e o que lhe circunscreve.

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Amor amor: ruínas, de Rogers Silva

A partir de 10 de fevereiro de 2010, deu início a publicação da série Amor amor: ruínas, do livro (parcialmente) inédito Manicômio*, de Rogers Silva. Da série fazem parte, entre outros, os contos: Beócia carta para um mundo igualmente etc., Um vôo entre as estrelas e o chão, O mundo desencantado de Desseres, A fuga, Amor-perfeito, Clarissa, As (im)perfeições do nosso amor e Juntos, eles viram a lua e ela era lilás.

* Apresentação do Manicômio >>> Escrito entre 2002 e 2006 – deixado de lado por umas 3 vezes, esquecido por uns 4 anos, nunca enviado pra editora nenhuma, ainda não terminado –, Manicômio é fruto de uma obsessão. Noites perdidas. Estresse. Pesquisa. Mil leituras. Esperança. Empolgação. Emoção. Imaginação. Lembranças. Frustração. Ora escrito com sangue, ao pé da letra.

Amor amor: ruínas, série de amor (ou outro nome que alguém queira dar a isso) e suas conseqüências, pretende ser um pequeno aperitivo de Manicômio.

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Breu, de Geraldo Lima

Breu representa uma tentativa de mergulho nos desvãos da mente humana, no seu lado obscuro. Talvez não seja uma leitura agradável, pois exige que o leitor mergulhe também nesses desvãos, nesses meandros turvos. Quanto à estrutura dos textos, busca o máximo de concisão, procurando não ultrapassar o limite de cinco linhas. É como compor sonetos ou haicais, o que exige do autor um esforço redobrado: meter nessas cápsulas literárias o máximo de voltagem narrativa.

Breu já não existe mais como um livro autônomo; faz parte, agora, do Tesselário, que é divido em duas partes: Tesselas e Breu. Esse livro será publicado pela Editora Multifoco ainda este ano.

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Mulheres, de Claudio Parreira

Mulheres, de Claudio Parreira, é desde o princípio uma missão impossível: tentar desvendar, por intermédio das palavras, este vasto universo feminino.

As palavras já encerram em si mistérios sem conta; junte-se a elas o feminino, teremos então um labirinto de múltiplas possibilidades, espelhos, delírios, características que marcam cada um e todos os contos da série.

Mulheres, no entanto, é movido muito mais pela inquietude do autor diante de suas musas: mesmo quando estão ao alcance das mãos, do abraço mais apertado, do beijo mais particular, elas se desfazem em sombra, são nada mais que névoa, sonhos fugazes que se deixam tocar. Por quê? As palavras, talvez, respondam.

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A balada imprudente de Alice e Alex, de Mauro Siqueira

Não é um folhetim à moda antiga com heróis e heroínas românticos, muito pelo contrário, perseguiremos os passos de dois alucinados personagens em sua andanças (aparentemente) sem sentido. Em meio a isso tudo, afogados em referências pulp, pop, quiçá mais o quê, o leitor ri, arrepia-se, apaixona-se, e não entende para onde é tragado.

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Nacos de necas & Outras histórias, de Claudio Parreira

O que se percebe logo de início em Nacos de necas é uma tentativa quase desesperada em dar o máximo de informações com o mínimo de palavras. Talvez daí o título, e mesmo a epígrafe do filósofo holandês H.P. Bruesch, que afirma que usa no seu silêncio apenas as palavras que gritam.

A segunda parte da série, Outras histórias, dilata um pouco a ideia inicial, mas permanece na mesma trilha. No todo, enfim, o que se percebe mesmo é um grande exercício de concisão.

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Meus olhos verdes, de Rogers Silva

Meus olhos verdes é a história de um amor traído. Basta saber se a traição é conseqüência das próprias atitudes do traído, da incomunicabilidade entre os amantes ou do mistério escuro e inexplicável das pessoas. Um leitor mais inexperiente e menos arguto não conseguiria ler senão uma história de uma traição que não tem nada de humano, senão de novelístico. No entanto, nas entrelinhas há uma outra história, mais humana, demasiadamente humana. É ler pra ver.

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Carambolas Atômicas, de Rodrigo Novaes de Almeida

Carambolas Atômicas é o que eu como no café da manhã. E quero que você se sente à mesa comigo e se sirva delas também, enquanto comemos tratemos de falar desse dia a dia espelhado aí fora e que reverbera aqui, na minha e na sua literatura. De falaremos? De algum gringo maluco? Das leituras que estão na pilha, ao lado da cabeceira? Da Lady Gaga? Por que não? Sente e sirva-se dessas crônicas anárquicas...

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Dobras, Geraldo Lima

A minissérie Dobras não é um discurso filosófico de Leibniz ou de Deleuze, um ensaio sobre Física Quântica ou sobre Origami. Não é. Mas, ao mesmo tempo, se alimenta de tudo isso. Resvala-se nesses discursos todos. Origina-se daí. Desdobra-se num outro discurso: o da ficção. Desse modo, é fantasia, é uma aventura pelos labirintos e desertos da alma humana. A angústia que move o protagonista: é possível voltar ao ponto de origem? Ou toda tentativa é um afastar-se cada vez?